10 Julho 2008 3 comentários

II - Os diálogos de Sócrates e Pafúncio

Diálogo II – Tema: A Sorte e o Azar

Talvez vocês nunca tenham ouvido falar, mas, Pafúncio fora o Grande Mestre de Sócrates. Tudo o que Sócrates sabia, foi Pafúncio quem lhe ensinou. Quando Sócrates ainda era bem pequenininho, e muito ignorante, Pafúncio o recolheu das ruas, onde este ficava jogando bolinha de gude, e tratou de lhe instruir. E foi assim que Sócrates tornou-se um grande filósofo. Apresento abaixo a tradução de um manuscrito secreto, que tivera sido escrito em javanês pelo próprio Sócrates.

Eis a tradução do segundo diálogo:

(Sócrates) – Pafúncio oh Grande Mestre! Muitos foram os pensadores, filósofos e eruditos de todos os tempos a discutir sobre o tema da Sorte e do Azar. Tu que és considerado o mais sábio de todos, diga-me: porque eu tenho tanto azar nesta vida? Já conversei com inúmeras pessoas; já li e livros e mais livros para melhorar de vida; já freqüentei diversas religiões; promessas já fiz para todos os santos, porém, nunca, jamais consegui entender por que é que eu sou tão azarado em tudo o que eu faço. Comigo nada dá certo! Eu sou uma das pessoas mais azaradas deste mundo. Por isso vim a ti oh Grande Mestre, porque tu, sei que somente tu podes livrar-me da aflição que trago comigo.

(Pafúncio) – Sócrates oh Anta Colossal! Percebo que o teu problema nunca foi azar, e muito menos falta de sorte. O teu problema é apenas burrice. Burrice ocasionada por um excesso de informações, e uma quase completa ausência de raciocínio. Mas enfim, se tiveres alguns minutos disponíveis, posso ceifar um pasto mais agradável ao teu paladar intelectual.

(Sócrates) – Não entendi!

(Pafúncio) – O que quero dizer é que muitas e muitas coisas eu poderia lhe ensinar. E se eu lhe ensinasse, você certamente teria capacidade de entender. Porque a minha sabedoria é um fato, assim como também é a tua ignorância. E isso nada tem haver com orgulho, mas sim, com conquista. E, como percebo que tu não tens conquistado grandes coisas nestas tuas andanças por sobre este planeta, infelizmente, não posso fazer muita coisa por ti.

(Sócrates) – Por favor Mestre, não me venha como essas. Esse discurso eu já ouvi uma série de vezes. Sempre que os Mestres não sabem responder as perguntas eles vêm com esta história de que a pessoa não está preparada pra ouvir e o escambau. Pensei que o senhor fosse O mais sábio.

(Pafúncio) – E eu pensei que tu fosses bem menos Jumento. Porém, quanto mais ouço tuas palavras, mais intensa é a minha decepção. Mas enfim, o que posso fazer por ti, e na verdade por mim mesmo, é te dar este texto aqui. Este texto refere-se bastante aos temas Sorte e Azar. É um texto mágico, traduzido em diversos idiomas, que trás sorte instantânea para todos aqueles que o lêem. Tenho certeza que este texto servirá para afastar definitivamente o "Azar" de tua vida, ou melhor, a "burrice" de tua mente. Pegue aqui... Tenho certeza que ele te ajudará a perceber o estado lamentável em que tu te encontras.

(Sócrates) – Oh! Muito obrigado oh Grande Pafúncio! Estou em um estado lamentável de azar mesmo. Nem sei como lhe agradecer! Se existir alguma forma de recompensar-lhe, por favor, diga-me.

(Pafúncio) – Estado lamentável de azar? Maior recompensa que não ter que ouvir tuas filosofias tu não podes me conceder. Portanto, vá logo ler este texto. E se puderes, aproveite e forneça este texto para outras pessoas que assim como tu, também se julgam tão "azaradas".

(Sócrates) – Obrigado! Muito Obrigado!

...

Saindo dali, não agüentando mais de tanta curiosidade, Sócrates sentou em baixo de uma árvore, e leu ali mesmo o tal texto mágico...


A ALCATÉIA DE SERES "HUMANOS".

Se pudéssemos reduzir a população da Terra a uma pequena aldeia de exatamente 100 habitantes, mantendo as proporções existentes atualmente, seria algo assim. Haveria:

57 asiáticos... 21 europeus...

14 pessoas do hemisfério oeste...

... e 8 africanos.

52 seriam mulheres... 48 homens.

70 não seriam brancos... 30 seriam brancos.

30 seriam cristãos... (que poderiam ir pro céu um dia...).

70 seriam não cristãos... (os condenados ao inferno...).

6 pessoas possuiriam 59% da riqueza de toda a aldeia

e esses 6 (6 de 6) seriam norte americanos.


Das 100 pessoas, 80 viveriam em condições sub-humanas...

50 sofreriam de desnutrição...

1 pessoa estaria a ponto de morrer...

1 bebê estaria prestes a nascer...

Só 1 (apenas 1) teria educação universitária.

E nesta aldeia haveria só 1 pessoa que possuiria um computador.

...

Ao analisar nosso mundo desta perspectiva tão reduzida é quando se faz mais premente a necessidade de aceitação, discernimento, e mudança de paradigmas. Pois...

Se você levantou esta manhã com mais saúde que doenças, então você tem mais sorte que milhões de pessoas que não sobreviverão nesta semana.

Se você nunca experimentou os perigos da guerra, a solidão de estar preso, a agonia de ser torturado ou a aflição da fome, então está melhor do que 500 milhões de pessoas.

Se você pode ir à sua igreja sem medo de ser humilhado, preso, torturado ou morto... Então você é mais afortunado que 3 bilhões (3.000.000.000) de pessoas no mundo.

Se você tem comida na geladeira, roupa no armário, um teto sobre sua cabeça e um lugar onde dormir, você é mais rico que 75% da população mundial.

Se você guarda dinheiro no banco, na carteira e tem algumas moedas em um cofrinho... Já está entre os 8% mais ricos deste mundo.

Se teus pais ainda estão vivos e unidos... Você é uma pessoa MUITO rara.


Se você leu esta mensagem, acabou de receber mais uma benção: a oportunidade de ler algo realmente útil; e mais ainda, teve melhor sorte que mais de 2 bilhões (2.000.000.000) de pessoas neste mundo que não sabem, sequer, ler.

***

Depois de ler o texto, uma mágica realmente ocorreu com Sócrates. Pois você acredita que ele imediatamente deixou de ser a pessoa mais azarada do mundo, para se tornar um indivíduo mega-sortudo? E, muito mais saudável, muito mais contente, muitíssimo mais sábio, e tremendamente mais próspero e afortunado, em inúmeros sentidos, que milhares e milhares de pessoas no mundo. Algo tão espantoso que nem ele imaginava ser possível.

É! Parece que o texto era realmente mágico. E tão mágico que já faz um bocado de tempo que Sócrates nem aparece na frente do Grande Mestre Pafúncio.

Por que será?





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